sábado, 9 de janeiro de 2010

divagações hermenêuticas acerca da estética brega

Ouvindo mais atentamente um dos maiores petardos da música popular brasileira, procurei entender o porque do título da música ter o mesmo título da homônima fábula escrita por Esopo.

Seguindo o enredo, vemos a história de um casal que se enamorava durante o baile, e durante a festa, desejos se construiam ao longo das músicas dançadas rosto-a-rosto. O charme, a sedução e a malícia feminina atiçavam os sentidos e a imaginação do nosso pobre herói, que estoicamente esperaria o baile acabar para enfim levar a moçoila para longe daquele tumulto orquestrado.

Finda o baile, e com ele, os projetos de conquista. Agora só lhe resta uma chance - uma única chance, em frente à casa da bela rapariga. Tensão total. E chega a hora do approach. É a glória ou o fracasso. Nem mais nem menos. Batalhas foram travadas desde início do baile e foram devidamente concluídas, mas o grande confronto era iminente. E faltava pouco, mas... Ainda faltava-lhe tempo.

Em verdade nosso mancebo perdeu o último grande confronto para o tempo, e por isso decidiu ir embora. Não porque lhe faltasse disposição. Foi embora porque na sua mente beligerante não havia mais tempo para perder, e existia um mundo inteiro para ser batalhado.

A Raposa E As Uvas by Reginaldo Rossi  
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Reginaldo Rossi - 01 - A Raposa E As Uvas.mp3 (3631 KB)

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

1º revisão arigatô

"Salva-vidas Ataca Desconhecido Com Taco de Beisebol"

A Livraria Cultura, em São Paulo, é uma das mais conceituadas do País. Foi palco de uma cena inimaginável na segunda-feira 21. O designer Henrique Pereira, agachado, folheava um livro. Dele se aproximou, pelas costas, Alexandre Aleixo, que sem pronunciar uma palavra e com o olhos vitrificados de delírio, desferiu-lhe um golpe na cabeça com um taco de beisebol. Os dois jamais tinham se visto na vida. Pereira está hospitalizado em estado grave. Na mochila do agressor, a polícia encontrou um facão. No taco, há as inscrições “50% helicóptero” e “1º revisão arigatô”. Assim como essas frases sem sentido, também de acordo com a polícia, Aleixo não fala coisa com coisa. Foi ele que no ano passado, também com um taco, destruiu diversas vitrines da mesma Livraria Cultura. O agressor louco trabalhava como salva-vidas.


"Remédio de doido é outro na porta"

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domingo, 3 de janeiro de 2010

Gn 2,15-25; 3

o Homem quando se emancipa de si mesmo e escapa das marcações medíocres se torna um ser livre.
a Liberdade é uma dádiva própria dos Deuses.
o Homem liberto é, de fato, o próprio Deus.

a Mentira e o Medo nos protegem daquilo que não conhecemos.
no que eles nos protegem, cobram seu Preço.
o comodismo tem um custo muito elevado.

a Delicadeza da Sabedoria é uma mensagem sutil de Liberdade.
a Ganância e o Egoísmo conduzem a solidão.
para que viver eternamente escravo, quando se pode morrer divinamente?

Eu sempre quis ser um Deus, mas nunca me permitiram.
preferiram me proteger dos males do mundo.
porém meus olhos hoje estão abertos, minha mente está atenta e o meu coração está se purificando.
Não desejo mais o mal, não quero mais mentir, nem me esconder.

Pois enquanto viver, o que eu quero mais é ser feliz.

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Mu-dança!

Salve Simpatia!

Para este ano, decidi voltar mais atenções para este blog, que há meses não vê uma passagem minha por aqui. A correria cotidiana, as escolhas, enfim, a minha própria vida estava orientada para se manter distante deste espaço que tanto gosto. Decidi voltar. E voltar diferente. Para que não percorra os mesmos caminhos que trilhei no ano passado, vou de início, mostrar que dessa vez estarei mais leve que antes.

E a culpa, no final das contas, foi toda minha mesmo. A produção de textos estava ficando para mim, uma tarefa cada vez mais pesada e sufocante, a ponto de vários textos que possivelmente entrariam no blog fossem simplesmente deletados. Sem mais nem menos.

É por isso que vou me permitir um retorno mais despretencioso. Aproveitando também para anunciar que no ano passado eu pude me concentrar melhor nas novas tendênciasde comunicação, e de olho nas mudanças, decidi também anunciar melhorias neste espaço aqui. Antes de tudo, avisar que estou migrando de plataforma. O Blogger, apesar de ser mantido pelo Google, vem deixando muito a desejar no quesito praticidade + comunicatibilidade, de modo que meu interesse por ela diminuiu sensivelmente. O sistema Wordpress seria o meu sucessor natural para esta plataforma, mas atento que estou aos tempos, decidir experimentar uma nova plataforma que tem pouco menos de 2 anos, e pela novidade que é, já está sintonizada com as novas tendências da chamada "web 2.0". É impossível falar de comunicação virtual hoje ignorando a força das redes sociais, e por essas e outras, decidi migrar inicialmente todo o conteúdo do nomeiodonada para a plataforma posterous, e o novo endereço é o http://harimbritto.posterous.com/. É a partir dele que eu publicarei meus textos e minhas coisas a partir desse ano.

Contudo, calma! As minhas participações nos blogs permanecerão normalmente, pois esse serviço atualiza automaticamente os blogs e as outras redes, de modo que essa mudança é mais técnica. Quem acompanha o Bolsa de Ilusões e o nomeiodonada permanecerão recebendo as minhas atualizações automaticamente, mas permanecendo nesses endereços, perderão outras coisas que eu postarei apenas por lá.

O que eu quero na verdade é oferecer a vocês outras dimensões da minha vida que eu escolhi suprimir no blog, e que agora acho por bem compartilhar com que já vem me acompanhando. Então é isso. O novo endereço você acessa clicando aqui e os feeds vocês podem acessar clicando aqui. No mais, é só.

Muita Saúde, Prosperidade, Simpatia e Amor para todos que nos acompanham!!!

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009




Amor é fogo que arde sem se ver,


é ferida que dói,


e não se sente;


é um contentamento descontente,


é dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;


é um andar solitário entre a gente;


é nunca contentar-se de contente;


é um cuidar que ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade;


é servir a quem vence, o vencedor;


é ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favornos corações humanos amizade,


se tão contrário a si é o mesmo Amor?




Luís Vaz de Camões

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Passeando e Aprendendo (Ouvindo mais e Voltando a ser Eu)


Passeando na minha liberdade literária,
Avistei Orfeu e Eurídice juntos,
Sua linda Harpa soava como tua voz em meus ouvidos,
Ele a tocava com saudades
Assim como sentia tua ausência presente,
Saudades e medos
Te perdi ainda mesmo sem saber.
Sem lamentar mais o passado
Levei até Orfeu um copo com água para que não pare de tocar para Eurídice,
Para que com isso eu aprenda algo,
Ela já não pode mais ama-lo
E ainda assim eles tem um jeito próprio de amar
Assim como te amei e te amo
Assim como esse amor é vivo
Assim como me sinto culpado por me prender a essas rochas que está a amada de Orfeu.
Gritos de liberdade são ouvidos de muito longe,
Num fio claro de lucidez,
Quebro as algemas da razão, e onde Eurídice estava, e com o fruto desse feito
A loucura escapa, encontra a razão, livre
E se unem em um longo beijo
Onde nasce um novo amor
Uma novo laço
Um novo começo
Uma canção liberta
Passam a ser outro ser
Passam a ter mais um do outro
Passam a existir como amantes
Passam,
Eternizam-se
Como esta ave que vejo distante
Que como o verdadeiro amor, renasce das cinzas.
e que a nossa história apenas está sendo escrita
não nessa fantasia absurda
Mas na explosão que causamos ao nos conhecer
Formamos o caos e a existencia na terra
No que tocamos, vira amor
Então me toca, fecha o livro, dá Adeus ao Olimpo
E vem fazer amor comigo.

Toda Vez Que Eu Digo Adeus



Toda vez

Que eu digo adeus

Eu quase morro

Toda vez

Que eu digo adeus

Aos deuses eu recorro

Nenhum deus contudo

Parece me ouvir

Eles vêem tudo

E te deixam partir

Quando estas

A só um mar de flor em volta

Sabiás de algum lugar

Cantam o amor em volta

Não há som melhor

Mas seu tom maior se torna menor

Toda vez que eu digo adeus
Nenhum deus contudo

Parece me ouvir

Eles vêem tudo

E te deixam partir

Sabiás de algum lugar

Cantam o amor em volta

Não há som melhor

Mas seu tom maior se torna menor

Toda vez que eu digo adeus

Toda vez que eu te digo adeus